Como cheguei à Umbanda

Descobri Jesus através de Alan Kardek, e por anos e anos eu apenas frequentei um centro Kardecista.
Desconhecia tudo sobre Umbanda, e como tememos aquilo que desconhecemos, eu me mantinha afastada.
Mas a vida dá muitas voltas e nos faz conhecer todo tipo de pessoas e conheci um senhor que não tinha fé em nada, mas tinha confiança na versão que ele via da Umbanda.
Ele sabia que horas de trabalho no bem são contadas em nosso favor após o desencarne, e outras coisas que aprendeu com a mãe, umbandista séria que não cheguei a conhecer, e em livros. Apesar da visão misticista que ele tem, seu conhecimento me afastou muito do medo que tinha.
Mas ele tomou certas posições que me levaram a me afastar dele e me aproximar da Umbanda.
Eu considero que isso foi um bem, que de maneira inesperada e não intencionada por ele, ele me fez.
Fui a um terreiro pela primeira vez com medo. Medo do desconhecido, medo por causa da visão distorcida e incompleta, mas na posição mental que ele me passara (de respeito pela força das entidades) por considerar um caminho que possibilita a evolução moral daquele que não trabalha na mediunidade (meu caso).
Pronto: conheci pessoas maravilhosas e pessoas não tão maravilhosas (como em todo lugar podemos ver) e todas confirmaram o paradigma de que a Umbanda é por Jesus, e não simples tratos com entidades.
Que velas e demais objetos usados no terreiro são ferramenta de trabalho, que pontos são orações e cumprimentos, e que as entidades não têm preconceito com ninguém, mas todo mundo tem preconceito para com elas.
Que a vida dos médiuns de Umbanda é mais difícil do que a vida dos médiuns de outras religiões, não por causa do trabalho com as entidades, mas por causa do preconceito geral.
Ninguém sabe o que é e ninguém quer saber.
Como crianças com medo de suas próprias fraquezas, as pessoas temem os terreiros.
As entidades, longe de se ofenderem, transbordam amor e paciência, e socorrem a todos que vão pedir ajuda, mesmo àqueles que, fora dali, batem no peito declarando seu orgulho de não ir a terreiros.
Quantos evangélicos, espíritas kardecistas, católicos, eu encontro em todas as sessões do terreiro que frequento.
Eu li apenas dois livros sobre Umbanda, e isso me alargou TANTO os horizontes!
Fiz uma bela amizade com a chefe do terreiro que frequento, mas ela não tem tempo de ficar me doutrinando. De modo que material escrito, simples e sem preconceitos e misturas poderia me ensinar muito. Devo dizer que foi ela quem me ensinou a realmente ter fé em orações. Aprendi o básico do básico com ela. É uma pessoa com o coração do tamanho do mundo.
Agora gostaria de conhecer melhor esse universo que passei a frequentar...
Carina

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