Salve o Marinheiro

Quando criança tinha sonhos estranhos.
Na adolescência comecei a beber muito cedo e beber uma quantidade exagerada.
Tinha dores de estômago tão fortes que dava cabeçada na parede para ver se passava...
Até então eu era católico e minha mãe biológica era espírita, e ela me contava uma história de quando estava grávida de mim...
"Ela estava em seu quarto, na cidade de São Bernardo do Campo - ABC Paulista, grávida de uma criança que até então não sabia se era menino ou menina. Foi quando entrou em seu quarto um senhor todo de branco, usando um quepe e carregando consigo um banquinho e um livro. Ele sentou ao seu lado - ela com medo pois ainda não era espirita, toda paralisada - ouviu o senhor dizer:
- "Não tenhas medo filha, vim só para ajudar a proteger essa criança. Um menino que deve se chamar Osnei, Osmar ou Osvaldo, pois é um guerreiro e veio para cumprir uma missão. Você filha, deve ir a casa grande para a criança nascer no dia 03/03. A bolsa ira estourar tal hora e ele irá nascer às 20 horas..."
Então ele foi embora. Minha mãe contou ao meu pai, que não acreditava em nada.
Quando chegou o dia e a hora tudo se confirmou....
Voltando agora, já para minha vida de adulto: com 22 anos já casado ainda tinha as dores de estômago e ainda bebia muito, foi quando me deparei com uma senhora que trabalhava na mesma prefeitura que eu mas em setores diferentes, e eu nem a conhecia. Passou por mim, voltou, tocou em minha barriga e me disse: - "Filho essa dor não é médico, é espirito".
Parei no momento mas acreditei, pois então minha mãe já havia se tornado espirita. Contei para minha esposa, que comentou com uma amiga, e a mesma disse: - "Foi Dona Hilda, ela tem um centro de umbanda, poucos sabem, se vocês quiserem ir lá..."
Fomos logo num trabalho de esquerda, fiquei com muito medo sim......
Alguns dias depois fui ao escritório de um amigo, pois eu passava por momentos dificeis e precisava conversar. Foi quando ele me disse:
- "Está vendo meu braço arrepiado?"
Eu olhei e disse: -" Sim."
Ele falou:
- "Você está bem acompanhado. Tem um marinheiro do seu lado, ou melhor: um capitão."
Fiquei surpreso! Ele também era espirita - mesa branca.
Voltei ao centro da Dona Hilda em um trabalho de direita. Meu marinheiro se manisfestou... Minhas dores sumiram, parei de beber excessivamente... mas ainda tinha coisas no rumo dessa história... Encontrei algumas dificuldades no centro da Dona Hilda com relação à outros médiuns e ao pai pequeno, pois minhas entidades estavam muito bem doutrinadas mesmo eu não sabendo nada de umbanda. Foi quando aquele meu outro amigo me apresentou uma pessoa: o Dito - esse seria o mentor e alicerce na minha 2ª fase dentro da umbanda.
No primeiro encontro conversávamos numa boa e de repente ele incorporou. A entidade dele, um capitão, me disse: - "Eu aguardava este momento. Eu aguardava pelo Capitão Goitacaz" (minha entidade, mas que meu amigo não sabia o nome).
Fizemos belos trabalhos de ajuda, mas por destino me mudei da cidade onde morava, pois me separei, e voltei para o interior de São Paulo.
Hoje procuro uma casa para poder ajudar as pessoas...

É do mar marinheiro......

Um bom marujo bambeia, mas num tomba....


Axé
Osnei

Fé em Jorge - Parte 1

Desde pequeno, já obtive uma graça:
Deveria ter uns 5 anos quando apareceu um enorme tumor na minha mão e os médicos não sabiam o que era e o que fazer.
Minha mãe levou-me à casa de minha tia onde trabalhava uma srª Rezadeira, que comprometeu-se em me ajudar.
Ela levou-me diante da imagem de São Jorge e começou a rezar.
Um belo dia o tumor sumiu!!!
Daí passei a ter fé no Santo sei que é Ogum e Oxóssi.
Contudo, fui durante vinte anos assistido por um guia, que se intitulava São Cipriano - o feiticeiro. Aprendi com ele alguns mistérios de proteção espiritual, contudo o médium dele era desonesto em alguns aspectos e travou muito minha vida. Quando descobriu um trabalho que o guia dele estava fazendo para mim, prometeu-me ajudar e acabou atrapalhando e tudo foi por terra.
Hoje ele está morto e continuo com minhas rezas e crenças, fazendo o necessário. Mas como não conheci nenhum terreiro sério, fiquei quieto.
Mesmo assim....
Salve Ogum de quem sou filho, Xangô e Oxóssi.
PAZ, SAÚDE E AMOR.
Geraldo

Fé em Jorge - Parte 2

Quando estava fazendo faculdade de direito, encontrava-me em uma séria dúvida, fazer direito ou continuar com museologia? Fiz as duas, mas começou a apertar e optei por largar museologia na metade e fazer direito.
Tive que me afastar da entidade a qual me conduzia pois sabia que o médium dela tentaria atrapalhar, de alguma forma, embora ele quisesse que eu fizesse direito, claro, para se aproveitar em alguns processos que fiz para ele sem ser remunerado. Mas isso não importa mais!
Minha faculdade ficava na rua de onde é hoje a Igreja de São Jorge, ao lado da Rua da Constituição.
No final da faculdade em 15 de dezembro de 1995, fiz a formatura mas com uma matéria pendente, Direito Internacional, cuja professora era muito radical, durona e prendeu a maioria dos alunos.
Pedi a São Jorge que me desse a graça de passar nessa matéria e assim foi feito.A prova foi em janeiro, e consegui!!!
Ainda faltava o exame de ordem, que era realizado na faculdade, contudo tinha que apresentar alguns trabalhos, eu me encontrava esgotado. Deixei para fazer depois, entrou a nova lei e o exame passou a ser realizado na OAB.
As dificuldades aumentaram, arrumei um estágio, mas meu chefe queria que tirasse a carteira, e nada de passar no exame.
Em 1997 fui mandado embora e continuei realizando os testes.
Fui a São Jorge e roguei pela vitória para mostrar a minha capacidade. Foi a única prova que fiz sem estudar, despreocupado. Passei na primeira fase, depois fiz a segunda, escrita. Não acreditei! Por via das dúvidas liguei para OAB para saber o resultado: havia passado.
Curioso ou não, acho que o poderoso Ogum sempre esteve lá.
As minhas batalhas sempre foram difíceis, mas com fé creio que sempre arranjo um jeito de sair vitorioso.
Salve Jorge da Capadócia.
Salve Ogum.
Salve Oxossi.
Um forte abraço!
PAZ, SAÚDE, LUZ E AMOR
Geraldo

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